Andreia Garcia é arquiteta, curadora, editora, investigadora e professora universitária. O seu percurso desenvolve-se a partir de uma prática de Arquitetura que amplia o cruzamento disciplinar com áreas complementares, nomeadamente a arte contemporânea, articulando a investigação com a prática de projeto, curadoria e edição. Os seus interesses centram-se na Arquitetura num contexto marcado por acelerados avanços tecnológicos e por uma crise ecológica, explorando formas de mediação entre o território e os seus recursos. É doutorada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. A sua dissertação foi distinguida com o Prémio Professor Manuel Tainha, atribuído à melhor tese de Doutoramento em Arquitetura de 2014/2015, e publicada em livro em 2016 com o título Espaço Cénico, Arquitectura e Cidade.
Em 2016 fundou o atelier Architectural Affairs. Como arquitecta a sua obra foi seleccionada para os FAD Awards (2018, 2019 e 2020); Dezeen Awards (2019); BigMAT Award (2019); HAUSER Award (2020); Mies van der Rohe (2022).
É professora na Universidade do Minho, onde leciona no domínio da Arquitetura e dirige o Doutoramento em Arquitetura da Escola de Arquitetura, Arte e Design. Anteriormente, foi vice-presidente da Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior, onde lecionou no Departamento de Arquitetura. Desde 2025 é professora catedrática convidada no Mestrado em Spatial Design da Vilnius Academy of Arts. Foi também professora auxiliar convidada na Architectural Association (AA), em Londres.
Paralelamente, tem sido convidada para proferir aulas e conferências em várias instituições internacionais, entre as quais a Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid – Polytechnic University of Madrid (ETSAM), a University of Valladolid (UVa), Escola da Cidade, São Paulo (Brasil), a Vilnius Academy of Arts (Lituânia), a Escola de Arquitetura de Amman (Jordânia) e a University of Georgia, entre outras.
Em 2016 co-fundou a Galeria de Arquitectura, espaço independente dedicado à reflexão crítica sobre Arquitetura, Cidade e Território, ambos sediados no Porto. Paralelamente, tem desenvolvido uma prática curatorial independente, em contexto nacional e internacional. Foi responsável pelas curadorias: Smaller Cities (Guimarães Capital Europeia da Cultura, 2012), Projecto Memória (Centenário do Theatro Circo de Braga, 2015), Shaping Shape (Programa de Arquitectura da Bienal de Arte Contemporânea da Maia, 2017), Rythm of Distances: Propositions for the Repetion (Galeira Vertical, 2017), Endless Space: Propositions for the Continuous (Galeria Vertical, 2017), Double Exposure (Roca Gallery, 2019), Bienal de Arte Contemporânea da Maia (2019), Contemporâneos Extemporâneos (Galeria Fernando Santos, 2021), Anuário (Porto, 2020). Concebeu o Mês da Arquitectura da Maia e concebeu e foi comissária das duas primeiras edições do Mês da Arquitectura da Maia: João Álvaro Rocha (MAM, 2018) e Fast Forward (MAM, 2019). Concebeu e dirigiu a Bienal de Conhecimento Art(e)Facts no Fundão, em 2021.
Em 2023 foi curadora da Representação Oficial Portuguesa na 18.ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, com o projeto Fertile Futures, dedicado à escassez e gestão da água doce no território português. Em 2025 foi curadora da exposição The Future is Now para o Pavilhão de Portugal na Expo Osaka e da representação de Portugal na London Design Biennale com a exposição Metabolisms of Repair. Atualmente encontra-se a preparar a curadoria da Trienal de Arquitectura de Tirana 2027 intitulada Architectures of the Invisible.
